Receba nossa newsletter diretamente na sua caixa de entrada

Entrevista I – Autor

Entrevista | Edilson Gomes de Lima: entre invenções, ciência e poesia

Por Roberto Souza – Jornal Local (cópia do release de imprensa) – O Correspondente – ES – Brasil

Quem é Edilson Gomes de Lima? Com uma trajetória que transita entre a inovação técnica e a sensibilidade artística, o brasileiro Edilson Gomes de Lima constrói pontes entre mundos aparentemente distintos. Autor de livros, inventor, designer industrial e pesquisador acadêmico, é um nome que se destaca pela inquietude intelectual e pela busca constante por soluções criativas. Seu trabalho abrange desde o desenvolvimento de tecnologias nas áreas de engenharia e nanotecnologia até a criação literária que denuncia os dilemas urbanos contemporâneos.

Jornalista: Edilson, sua atuação abrange múltiplas áreas: invenções, literatura, design, engenharia, pesquisa científica… Como essas esferas se interligam em sua carreira?

Edilson Gomes de Lima: Elas se complementam de forma orgânica. Em essência, todas são expressões de uma mesma inquietação: transformar ideias em soluções. Na área acadêmica, busco desenvolver métodos, processos, produtos e invenções. Mas também vejo a arte como um campo fértil para investigação e transformação. Encontrei muitas inovações em nanociência, na engenharia, mas na literatura há o mundo que faz a conexão mais complexa, completa e humana.

Jornalista: Suas pesquisas se concentram em áreas bastante específicas, como engenharia e nanotecnologia. O que tem investigado atualmente?

Edilson: Tenho me aprofundado nas interseções entre engenharia, nanociências e nanotecnologias — campos que abrem possibilidades surpreendentes para inovação. Meu foco está na criação de soluções tecnológicas aplicáveis, com um olhar atento à viabilidade e ao impacto industrial. Há muitas possibilidades, mas muito mais do que criar e gerar soluções é colocar em prática. Colocar no papel é até possível, o problema vem depois, como manter aquela criação como sua, e depois a fazer tomar forma até a sua validação.

Jornalista: Como surgiu o desejo de explorar o universo literário?

Edilson: Sempre acreditei que a literatura é uma forma poderosa de provocar reflexão. Em O Bocejo da Metrópole, busco retratar a crise urbana das grandes metrópoles transformadas em “cidades-dormitório” através da poesia lírica o autor expõe esse problema. A distopia me permitiu dar voz aos silêncios urbanos, revelando crítica sobre um mundo distópico — expondo incisiva sobre os problemas da vida nas grandes metrópoles.

Jornalista: E o que espera provocar no leitor com essa obra?

Edilson: A principal intenção é fazer com que o leitor se reconheça no texto e questione o espaço urbano em que vive. A poesia lírica, nesse contexto, não é apenas estética — é intensionalmente provocativa, é o fazer pensar, é reflexão.

Jornalista: Como equilibra a lógica da ciência com a subjetividade da arte?

Edilson: Vejo a engenharia como a capacidade de construir o mundo, e a literatura como a capacidade de interpretá-lo. A ciência me ensina a calcular, a arte me ensina a sentir. E é nesse ponto de convergência que acredito nascerem as ideias mais transformadoras. É quase sempre na contradição de ideias, de forças — é na guerra, na pressão, nos limites extremos que os engenheiros sob pressão trabalham e criam o melhor.

> “A inovação começa quando a ciência escuta a poesia, o lírico e entende que o futuro também precisa ser criado.”Edilson Gomes de Lima

Deixe sua opinião sobre essa entrevista em nossas redes sociais.

Gostariamos de entrevistar você autor ou pesquisaro também. Entre em contato com nossa assessoria.